Tecnologias para a Criação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem
Tecnologias para a Criação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem
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| Imagem de Graphics@ HandiHow por Pixabay |
Tecnologias Digitais Alternativas
SIED - Simpósio Internacional de Educação a Distância. EnPED - Encontro de Pesquisadores em Educação a Distância - Profº António Moreira
Após as leituras dos artigos: Educação e Ambientes Híbridos de Aprendizagem: Um Processo de Inovação Sustentada entre outras bibliografias e das discussões realizadas no Fórum de atividades da UC - AVA, compartilho uma síntese das minhas principais ideias e reflexões
Interatividade "é a chave para o trabalho com a virtualidade"
Monteiro, J. & Horta, M.J. 2022
Processo de Comunicação Complexo
Comunicação aberta - em múltiplas redes, é um componente chave para a aprendizagem significativa, pelas possibilidades de acesso, troca, recombinação de ideias, experiências e sínteses. O desafio da escola é fazer com que o aluno seja capaz de dar sentido às coisas, compreendê-las e contextualizá-las numa visão mais integradora, ampla, ligada à sua vida (Moran, 2015)
Comunicação afetiva - com apoio das tecnologias - nos ajuda a aprender a partir das histórias de vida e dos sonhos de cada um dos alunos. O clima de acolhimento, de confiança, incentivo e colaboração são decisivos para uma aprendizagem significativa e transformadora. "Se as pessoas são aceitas e consideradas, tendem a desenvolver uma atitude de mais consideração em relação a si mesmas" (Rogers, 1987, p.65 in Moran, 2015)
Flexibilidade - a aprendizagem ativa dá ênfase ao papel protagonista do aluno, ao seu envolvimento direto, participativo e reflexivo em todas as etapas do processo, experimentando, desenhando, criando, com orientação do professor; espaços, tempos, atividades, materiais, técnicas e tecnologias que compõem esse processo ativo (Moran, 2017)
Aprendizagem integrada - a separação entre espaços físicos presenciais e digitais se reconfigurou - como em outras áreas da nossa vida - e há um crescente consenso de que construiremos, a partir de agora, muitas propostas diferentes de ensinar e de aprender híbridas, mais flexíveis, personalizadas e participativas, de acordo com a situação, necessidades e possibilidades de cada aprendiz. As arquiteturas pedagógicas serão mais abertas, personalizadas, ativas e colaborativas, com diferentes combinações, arranjos, adaptações em um país com realidades muito desiguais (refere-se ao cenário brasileiro). (Moran, 22)
Competências transversais - Key 21rs Century Skills
Pensamento crítico; criatividade; responsabilidade pessoal e social; colaboração, competências digitais, aprender a aprender; comunicação
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| https://www.abecedariodaeducacao.pt/2019/03/07/as-salas-do-futuro-future-classroom-lab/ |
Motivação - promoção de aprendizagens mais significativas e positivas para os alunos gera maior engajamento
"Um projeto de vida deve promover a convergência entre, de um lado, os interesses e paixões de cada aluno e, de outro, os seus talentos, sua história e seu contexto. O projeto visa estimular a busca de um sentido, de uma vida com significado, com motivação profunda, uma vida útil socialmente. A escola disponibilizada para cada aluno um mentor que o acompanha mais de perto no seu dia a dia, não só nas decisões de aprendizagem, mas principalmente nas decisões sobre a visão de futuro"
Moran, 2015
Reflexões
Como podemos prosperar em um ambiente cada vez mais complexo, flexível e dinâmico? Quais conteúdos, atitudes, habilidades e competências aprender? è indispensável haver uma perspectiva mais alinhada com as necessidades da sociedade em constante transformação. Através de pesquisas, já é possível mapear algumas das tais "competências para o futuro", mas qual seria a competência chave para preparar os aprendentes de agora, não tão somente, para o mercado de trabalho - cada vez mais digital - mas sobretudo, para formar cidadãos "mais humanos" nos campos cultural, econômico e político. Acredito que uma educação híbrida, blended, misturada e integrada seja um dos caminhos para mais pessoas terem acesso e oportunidade que permita aos aprendentes alcançar as habilidades necessárias para os múltiplos desafios que aqui já estão, independentemente, das adversidades.
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Referências
Monteiro, J. & Horta, M.J. (2020). Educação e Ambientes Híbridos de Aprendizagem: Um Processo de Inovação Sustentada. Revista UFG / ISSN: 2179-2925.
Moran, J. (2022). Educação Transformadora. Escolas interessantes começam com gestores acolhedores. Educação Transformadora.
Moran, J. (2017). Metodologias ativas e modelos e modelos híbridos na educação. Publicado em YAEGASHI, Solange e outros (Orgs). Novas Tecnologias Digitais: Reflexões sobre mediação, aprendizagem e desenvolvimento. Curutiba: CRV, 2017, p.23-25.
Moran, J. (2015). Educação híbrida: um conceito chave para a educação, hoje. Texto publicado no livro Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia da Educação, organizado por BACICH, TANZI & TREVISANI. Porto Alegre: PENSO, 2015, p.27-45.




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